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2002

ANGOLA ALCANÇA A PAZ
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Assinatura do Memorando de Entendimento/ Luena FAA-UNITA

.......O ano de 2002 ficará inscrito nos anais da História de Angola como o ano da paz, na sequência da morte do líder da rebelião armada e da assinatura do acordo de cessar-fogo definitivo.

.......Em 22 de fevereiro, registou-se no Lucusse, no Moxico, o confronto entre as forças governamentais e tropas da Unita, que culminou com a morte do líder da Unita militarista, Jonas Savimbi.

Neste mesmo dia, a "Troika" de Observadores do Processo de Paz (Portugal, Estados Unidos e Rússia) é formalmente informada sobre os acontecimentos de Lucusse pelo ministro angolano das Relações Exteriores, João Miranda.

.......De Nova lorque, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, reitera a determinação da ONU em prosseguir com o processo de paz angolano, mesmo com a morte do líder da rebelião.

Três dias depois, o coordenador do Comité lntersectorial do Processo de Paz, Fernando da Piedade "Nandó", disse que o governo angolano pretende avançar para um cessar-fogo se os militares, que ainda se encontrem nas matas, manifestem a intenção de pôr fim às hostilidades.

.......Em março, as FAA anunciam a intenção de estabelecer contactos com as chefias militares da Unita, gesto este que é saudado em Luanda por políticos da oposição.

 

 

Uma missa a favor da paz em Angola


.......O chefe do Estado-Maior General Adjunto das FAA, general Geraldo Sachipengo Nunda, declara que a guerra em Angola "está próxima do fim" com a morte do ex-líder da rebelião.

.......No dia 13 de março, o Estado-Maior General das FAA é instruído pelo governo angolano, através da sua Declaração à Nação, no sentido de ordenar as tropas a cessar todos os movimentos ofensivos a partir da zero hora do dia 14, de modo a permitir o estabelecimento de contactos directos, no interior, entre as chefias militares das FAA e da Unita.

.......Imediatamente a seguir àquela instrução (isto no dia 15), iniciam-se os primeiros contactos entre as chefias militares das FAA e da Unita, representadas respectivamente pelos generais Nunda e "Kamorteiro".

.......A 20 de março, prosseguem os trabalhos entre as subcomissões das chefias militares das FAA e da Unita. 

.......Dia 30, após sete dias de conversações, é rubricado um memorando de entendimento, complementar ao Protocolo de Lusaka, para a cessação das hostilidades e a resolução das questões pendentes.

A 4 de abril, o memorando de entendimento complementar ao Protocolo de Lusaka, para o cessar-fogo definitivo e a resolução das questões pendentes, foi assinado, formalmente, no Palácio dos Congressos, em Luanda, pelos generais Armando da Cruz Neto, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), e Abreu Muengo Ukuatchitembo "Kamorteiro", chefe do Alto Estado-Maior Geral das Forças da Unita.

.......O Sub-secretário das Nações Unidas para os Assuntos Africanos, Ibrahi Gambari, e os representantes dos países da "Troika" dos observadores, nomeadamente, Crhistopher William DeU, dos Estados Unidos da América, Sergey Andreev, da Rússia, e Fernando Neves, de Portugal, rubricaram também o acordo de cessar-fogo.

.......A cerimônia de assinatura ocorreu na presença do chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, e do coordenador da Comissão de Gestão da Unira, Paulo Lukamba Gato. Poucos dias depois deste acto, seguiu-se a aprovação pela Assembleia Nacional da amnistia contra os crimes cometidos durante a guerra.

 

 

Momento da proclamação da independência da República de Angola.

No palanque a presença do ex-presidente Dr. Antonio Agostinho Neto.

 

 

 

 
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